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Precatório: Vender ou usar como garantia? Como funciona cada caminho?

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Você entrou com uma ação contra o poder público, ganhou, e a decisão transitou em julgado. O valor que o Estado passou a te dever virou um precatório.

A partir daí, uma dúvida aparece com frequência: Dá para transformar esse crédito em dinheiro sem esperar a fila de pagamento? Dá, e por mais de um caminho.

Os dois mais comuns são vender o precatório ou usá-lo como garantia em uma operação de crédito. Cada um funciona de um jeito e serve a uma necessidade diferente.

Fonte: Arkad | Divulgação

Antes de tudo, o que é um precatório?

Precatório é um crédito judicial em que o devedor é o poder público, seja a União, um estado ou um município, nasce quando uma ação contra o ente público termina, sem mais recurso, com o reconhecimento de que aquele valor é devido a você.

O pagamento de um precatório não é imediato.

Ele segue uma ordem cronológica definida pela Constituição, no artigo 100, e por isso a espera pode ser longa. É justamente essa distância entre ter o direito reconhecido e receber o dinheiro na conta que faz muita gente procurar uma alternativa para antecipar esse valor.

Caminho 1: vender o precatório.

Vender é ceder o seu crédito para um terceiro.

A Constituição, no artigo 100, parágrafo 13, permite que o credor ceda seus créditos em precatórios, no todo ou em parte, independentemente da concordância do ente devedor. Na prática, você transfere a titularidade do precatório para o comprador e recebe um valor à vista.

Esse valor à vista é menor do que o valor de face do precatório. A diferença se chama deságio, que é o desconto aplicado na operação.

O deságio existe porque o comprador passa a esperar na fila de pagamento no seu lugar, assumindo o tempo e o risco dessa espera.

Quanto maior o prazo estimado de pagamento e maior a incerteza envolvida, maior o deságio de um caso específico.

O que caracteriza esse caminho é a troca completa.

Você recebe o dinheiro agora e deixa de ser o dono do precatório. Quem comprou passa a ter o direito de receber quando o pagamento sair. É uma saída de liquidez total, com abertura de mão do ativo.

Caminho 2: usar o precatório como garantia

Usar como garantia funciona de outra forma.

Aqui o precatório continua sendo seu, mas ele é oferecido como colateral, ou seja, como lastro de uma operação de crédito. Você levanta um valor com base nesse ativo e mantém a titularidade do precatório, que segue na fila para pagamento.

Quando o precatório é pago, o recurso é usado para quitar a operação de crédito. A lógica é parecida com a de qualquer crédito com garantia real: o ativo dá segurança à operação e permite condições diferentes de um crédito sem lastro nenhum.

O que caracteriza esse caminho é a permanência. Você acessa capital sem se desfazer do precatório. Para quem enxerga valor em manter o ativo, essa estrutura mantém o direito no seu nome enquanto resolve a necessidade de caixa.

A conta que decide entre um e outro:

Não existe resposta única para qual caminho é melhor.

A resposta depende da sua situação, e algumas perguntas ajudam a organizar a decisão.

  • Você precisa de todo o valor de uma vez ou de uma parte?
  • Faz diferença para você manter a titularidade do precatório?
  • Qual o custo de cada caminho quando você compara o deságio de uma venda com o custo do crédito na operação com garantia?

Vender faz sentido quando a prioridade é liquidez imediata e total, e manter o ativo não muda o seu planejamento.

Usar como garantia faz sentido quando há razão para preservar o precatório e a necessidade é de capital, não de encerrar o direito.

Essa é uma conta caso a caso, e é exatamente ela que uma consultoria de crédito faz junto com você antes de estruturar qualquer operação.

Onde a Arkad entra?

Uma das nossas teses, a Arkad Judicial, trabalha justamente com o precatório na função de garantia, como colateral de operações estruturadas.

O nosso trabalho começa antes da operação, no entendimento do caso: Qual o ativo?, Qual a necessidade?, Qual a estrutura que resolve o seu problema com o menor custo possível?.

Em resumo:

Um precatório é um crédito contra o poder público que segue uma fila de pagamento.

A venda é liquidez total com abertura de mão do ativo. A garantia é acesso a capital com manutenção do ativo. Qual dos dois serve a você depende da sua necessidade e do custo de cada estrutura.

Se você tem um precatório e quer entender qual caminho faz mais sentido para o seu caso, a gente senta para fazer essa conta com você.

É disso que uma consultoria de crédito trata.